sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

“A FELICIDADE está mais em DAR do que em receber…”
Actos dos Apóstolos 20,35





quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tudo é possível a quem crê!

1. A Quaresma é tempo de salvação e de graça, que marca o ritmo de vida da Igreja. Queremos viver este tempo com verdade, como um estado de espírito e de caminhada na fé que tomamos para nós e para as nossas comunidades. Nenhum de nós vive sozinho, por mais só, isolado ou abandonado que esteja. Vivemos em família, em sociedade e em Igreja, decididos a construir, como nos propúnhamos no primeiro dia deste ano, dia mundial da paz, um equilíbrio ecológico saudável com toda a criação. Como Igreja Diocesana, mãe e educadora da fé, comprometemo-nos nesta II.ª Etapa do Plano Diocesano de Pastoral a proporcionar momentos de formação para as comunidades no seu todo, tendo como tema: “ A fé, fundamento da Esperança”. Estamos conscientes de que tudo é possível a quem crê e por isso queremos despertar para uma vida nova e testemunhar a nossa fé com alegria! A dimensão baptismal e a dimensão penitencial estarão presentes ao longo deste tempo com mais incidência e esforço, levando-nos a procurar com assiduidade a Palavra de Deus, a fortalecer a vida com o sacramento da Penitência e da Eucaristia e a mobilizar as comunidades para crescerem na maturidade da fé e no compromisso cristão. Só Cristo é fonte de água viva, luz do mundo e cura redentora que vence o pecado e ultrapassa a morte. A Quaresma e a Páscoa proporcionam um tempo de caminhada espiritual para quem faz do sonho humano e do projecto cristão uma convicção de fé, uma atitude de fidelidade, um caminho de conversão, uma experiência de revisão de vida, um encontro feliz com Deus e um louvor pascal permanente.
2. A mensagem do Santo Padre para esta Quaresma lembra-nos que “a justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo” ( Rom 3, 21-22).
Todos sabemos que aquilo de que a humanidade mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. O homem necessita de um existência em plenitude que nasce da justiça de Deus, cresce na fé e é fruto precioso do mistério redentor da cruz e da Páscoa. Converter-se a Cristo e acreditar no Evangelho é caminho para esta existência de plenitude. Com Cristo, justiça de Deus, o mal já não terá domínio sobre nós, a pobreza será erradicada da terra e a injustiça eliminada do coração humano.
Só Deus levanta do pó o indigente e só Ele nos fará compreender os horizontes novos, inesperados e surpreendentes da justiça, inaugurados pela Páscoa, em que o justo é capaz de morrer pelo culpado para que o culpado receba em troca a bênção do justo. Cristo é este Justo que no mistério da cruz e da redenção se ofereceu pelos culpados. Sabemos, como nos lembra o Santo Padre, que a fé não é um facto natural, cómodo, óbvio. É preciso humildade para acreditar, coragem para confiar, perseverança para ser fiel. Precisamos de Deus, do seu amor e da sua misericórdia.
Com passos firmes e corajosos, queremos caminhar na esperança, vencer a rotina, viver da fé e educar para a justiça.
3. Todos clamamos por mudança de sistemas e sentimos a complexidade das leis, o seu distanciamento dos valores da vida e a morosidade da justiça humana. Não basta a existência da lei nem a sua aplicação para que sejamos resposta e amparo, segundo as bem-aventuranças, para os que têm fome e sede de justiça. A sociedade tem, no campo específico da justiça como noutros horizontes da vida, um longo caminho a percorrer.
O realismo da vida social, os clamores do povo e as situações concretas de injustiças humanas dizem-nos que os cristãos são chamados, pela abertura de coração, pela verdade da fé e pela transparência da vida, a contribuir para instaurar a justiça no coração da cidade dos homens e mulheres do nosso tempo.
4. A consciência da nossa fé, a responsabilidade de cada pessoa na construção do bem comum, o conhecimento de tantos dramas pessoais e sociais, a sensibilidade diante do sofrimento humano, o espírito de partilha com os que mais precisam, lutam e sonham e a atenção a todos os que batem à nossa porta ou a muitos outros que se escondem no anonimato da sua pobreza e se vestem com a tristeza da sua miséria, devem tornar-nos mais atentos e acolhedores, mais disponíveis e solidários.
É com este espírito de caridade cristã e de partilha solidária que vos convido, amados diocesanos, a uma generosa renúncia quaresmal, que este ano orientaremos para a Igreja de Cabo Verde e para o Fundo Diocesano de Emergência Social, criado na nossa diocese, de acordo com a decisão assumida e afirmada no Plano Diocesano de Pastoral Sócio-Caritativa. A ajuda à Igreja de Cabo Verde e concretamente à paróquia de S. Miguel e ao Centro Social Paroquial do concelho da Calheta, na diocese de Santiago, empenhado na promoção feminina, no apoio a mães solteiras, na alfabetização de adultos e no Centro juvenil inscreve-se no contexto e na consolidação de um projecto de voluntariado missionário, através da colaboração do nosso Colégio de Calvão e do trabalho nessa paróquia de vários membros da nossa Igreja diocesana. Este sentido dado à renúncia quaresmal não nos dispensa de contribuirmos com generosidade, através da Cáritas, para minorar o sofrimento do povo mártir do Haiti e ajudarmos pelos caminhos da comunhão entre Igrejas a reconstruir esse País. Assim como não nos impede de, particularmente neste Ano Internacional de luta contra a pobreza e exclusão social, trabalharmos para erradicar a pobreza no nosso meio, minorando dores e provações por que passam muitos dos que vivem ao nosso lado.
5. A vivência do Ano Sacerdotal, como sinal visível da beleza do ministério e do testemunho de fidelidade dos sacerdotes e a próxima visita do Santo Padre a Portugal sob o lema: “contigo caminhamos na Esperança” devem ajudar-nos a viver esta Quaresma e o Tempo Pascal com a consciência de sermos povo santo e sacerdotal e fermento de um mundo novo e melhor.
Caminhando com o Santo Padre, como Igreja educadora da fé e fundamento de esperança, acolhemos o convite que esta Quaresma nos traz para nos convertermos a Cristo, acreditarmos no Evangelho e construirmos a justiça, manifestando como pessoas, famílias e comunidades cristãs a fecundidade da cruz e a alegria da Páscoa.

Aveiro, 17 de Fevereiro de 2010
+ António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro

Quarta Feira de CINZAS

A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efémera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos (que não são incluídos na Quaresma); ela ocorre quarenta e seis dias antes da Sexta-feira Santa contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de Fevereiro até à segunda semana de março. Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade da própria mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que preside à cerimónia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até ao pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Médio Oriente de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia). No Catolicismo Romano é um dia de jejum e abstinência. Como é o primeiro dia da Quaresma, ele ocorre um dia depois da terça-feira gorda ou Mardi Gras, o último dia da temporada de Carnaval. A Igreja Ortodoxa não observa a quarta-feira de cinzas, começando a Quaresma já na segunda-feira anterior a ela.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Quarta-feira_de_cinzas


Pequena definição da QUARESMA...

Para os curiosos... é só seguir o seguinte link...

http://pt.wikipedia.org/wiki/Quaresma

http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=77813

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Para NUNCA cair no ESQUECIMENTO!!!!!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Obrigado... (aos Pais)

Obrigado porque tiveram nas vossas vidas um lugar para a minha vida, renunciando a tantas coisas boas que poderiam ter saboreado. Porque – mais do que isso – fizeram das vossas vidas um lugar para a minha. E de muitas maneiras morreram para que eu pudesse viver. Porque não eram corajosos, mas tiveram a coragem de embarcar numa aventura que sabiam não ter retorno. Porque não fizeram as contas para avaliar se a minha chegada era conveniente: abriram simplesmente os braços quando eu vim. Porque não só me aceitaram como era, como estavam dispostos a aceitar-me fosse eu como fosse. Obrigado porque não vos deixei dormir e estavam sorridentes no dia seguinte. Porque foram muitas vezes trabalhar com manchas de leite na vossa roupa. Porque me acalmaram dizendo “não chores, filho, nós estamos aqui!”, e estar no vosso colo era tão seguro como dormir na palma da mão de Deus. Obrigado porque é pensando em vocês que posso entender Deus. Obrigado porque não tiveram vergonha de mim quando eu fazia birras nos museus, ou me enfiava debaixo da mesa do restaurante porque queria comer um gelado antes da refeição. E porque suportaram que eu, na adolescência, tivesse vergonha de que os meus amigos me vissem convosco na rua. Porque passaram uma boa parte dos fins-de-semana a ver jogos de basquetebol ou de natação para que – quando eu perguntasse “viste-me, mãe, viste-me, pai?” – pudessem responder com sinceridade e orgulho “é claro que te vimos!”. Obrigado pelas lágrimas que choraram e nunca cheguei a saber que choraram. Obrigado porque ralharam comigo quando me portei mal nas lojas, quando bati os pés com teimosia, quando “roubei” batatas fritas antes de o jantar estar servido, quando atirei a roupa suja para um canto do quarto. Obrigado por me terem mandado para a escola quando não me apetecia e inventava desculpas. E por me terem mandado fazer tarefas da casa que fariam bem melhor que eu e muito mais depressa. Obrigado por terem querido conhecer os meus amigos, e por todas as vezes que não me deixaram sair à noite por não saberem muito bem com quem ia e onde ia. Obrigado porque eu cresci e o vosso coração parece ter também crescido. Porque me deram coragem. Porque aprovaram as minhas escolhas, e se mantiveram ao meu lado apesar de ter passado a haver a distância. Porque levantam a cabeça – mesmo sabendo que eu estou muito longe – quando vão na rua e ouvem alguém da multidão chamar: “mãe, pai!”. Obrigado por guardarem como tesouros os desenhos que fiz na escola e que vos ofereci.
Simplesmente, Obrigado! …

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

PARA RELAXAR UM POUCO...Boa Semana a TODOS!!!

sábado, 30 de janeiro de 2010

J.P. Abertas no dia 30

sábado, 23 de janeiro de 2010

III Domingo Tempo Comum - Ano C


Um GRANDE ABRAÇO e uma BOA SEMANA para todos

sábado, 16 de janeiro de 2010

MANIFESTO...

Gostaria de mudar na Igreja que sou... (desabafos e pedidos dos jovens do 10º Ano)

...o facto de alguns cristãos não nos deixarem fazer uma crítica construtiva sobre aquilo que pensamos
...a limitação que alguns nos dão ao criticar a Igreja
...a limitação de muitos
...deveria ser mais actual
...a Igreja igual para todos
...o facto de nem todos adoptarem a religião
...a indiferença entre as pessoas
...o facto de as pessoas não se poderem dar bem só pelo facto de não acreditarem no mesmo
...certos valores que deveriam ser repensados
...que as pessoas fossem mais unidas

Mundo, ouve-me bem...

Mundo, ouve-me bem com atenção:
Foste habituado desde pequeno a mostrares que és bom nisto ou naquilo, foste habituado a viver em função do que os outros querem que tu sejas e não daquilo que tu queres ser.
Aprendeste desde muito cedo os valores sociais do mundo, valores que te obrigam a seres prisioneiro em ti próprio, que te obrigam a ser cada vez menos um ser único, original e irrepetível; estás a tornar-te um robot socialmente manipulado.
Caro mundo, tens vindo a perder a capacidade de relação e tornando-te mestre irrepreensível da arte da interacção. As tuas conversas, as tuas questões, as tuas respostas não se preocupam o mínimo em ser verdadeiras ou originais, são as indispensáveis à tua integração no meio onde vives.
Mundo... tenho pena de te ver assim; fazes-me lembrar um boneco articulado, que se deixa moldar ao gosto de cada um, sem poder dizer “assim não, assim não quero”. Sabes mundo, hoje tens medo de assumires verdadeiramente quem és, tornaste-te um verdadeiro perito na arte do disfarce, agora és assim, daqui a pouco és quase assim e daqui a nada já és outro... aprendeste na perfeição a arte do disfarce consoante o ambiente onde estás.
Fora de casa todos gostam de ti, todos te reconhecem, todos te solicitam, és um exemplo para todos; em casa és outro... és fechado, parece que não conheces a tua família, eles têm receio de falar contigo, não te conhecem...
Mundo, no que te tornaste...
Vou contar-te um segredo: tenho saudades de como tu eras antes. Antes de seres adulto, gostava mais de ti quando eras ainda uma criança, eras verdadeiro; gostava mais de ti quando eras adolescente, não escondias a tua opinião; gostava mais de ti quando eras jovem, tinhas em ti o desejo de fazer mudanças para melhor. Agora que és adulto apetece-me chorar; não te reconheço. Não vejo em ti a verdade, nunca sei ao certo a tua opinião, tornaste-te plasticina sem vontade de fazer mudanças mas que está constantemente a moldar-se a tudo o que lhe aparece.
Mundo posso dizer-te mais uma coisa? Posso de certeza ou estás a dizer-me que sim por boa educação? Então olha, volta às origens. Começa a fazer do teu dia a dia uma constante novidade, diferente do de ontem e caminho de construção para o de amanhã. Não queiras ser como os outros querem que tu sejas, sê original. Deixa de olhar para quem está ao teu lado e começa a ver quem está ao teu lado; há que ser diferente dos outros. Mundo, não és perfeito! Nunca te tinham dito? Pois bem, tu não és perfeito mas estás chamado a sê-lo; ânimo, estás chamado a sê-lo mas não sozinho. Exactamente com ajuda; ajuda daquele a quem tu hoje ainda chamas “ELE”; apesar de colidires com Ele constantemente não o conheces; no caminho para a perfeição começarás a tratá‑Lo por “TU”, começarás a chamá‑Lo por “TU” quando te deixares conhecer por “ELE”. Este “ELE” que já não será um “ELE” mas um “TU”, é a tua ajuda para a perfeição. Com Ele serás incondicionalmente mais rico, estarás cada vez mais perto da perfeição. O “TU” conta também com muitos outros “ELES” que querem ser teus “TUS” para contigo e através de ti ficarem mais ricos.
Não andes com os olhos “fechados”, está atento...
Mundo, queres ser mais?
Volta às origens e faz-te mais...


Luís Sousa
Um FORTE ABRAÇO...
e BOA semana!!!